sábado, 22 de agosto de 2026

Fones e Pingentes II

Essa é uma das postagens antigas do meu blog que mais continua a receber visitas.
Ela é de outubro de 2007, falta pouco para fazer vinte anos, mas não vou esperar até lá — resolvi fazer um comentário (tipo uma reação) sobre o que escrevi aqui e o quanto isso ainda vale para mim hoje.

Passei a pertencer a um grupo que escolhe a trilha sonora do dia-a-dia: usuários de MPTrecos.
Agora tenho um. Não faz nem um mês, mas não desgrudo dele. Nos seus 2Gb cabem quase 300 músicas, muito mais do que eu consigo ouvir. Legal por que eu vivo esquecendo o que tem dentro dele e assim não acho a seleção repetitiva.
MPTrês - MPTreco, taí um nome inteligente e divertido que não sei se foi eu que cunhei. A verdade é que os mp3 estão em alta de novo, eu bem queria um igual a esse de novo, um mp4 Foston preto e bem levinho. Eu ainda tenho ele, mas está quebrado.
Eu tenho ainda um bom acervo, mas também perdi uma grande parte da minha coleção quando um HD apagou sem muita explicação. No caso, essas são músicas antigas, de antes de 2015. Ah! Depois que eu escrevi esse post, eu consegui comprar um iPod. Eu usei muito até que surgiu o Spotify...                      Esses últimos dias fui tentar ligar e vi que estava bugado. Por isso que estou à procura de alguém para consertar ele para eu poder voltar a usar. O que eu tenho lá dentro perdi tudo também.
Por isso, crianças, aprendam: nada como mídias físicas. Elas também tem sua data de validade, mas são muitoooo mais confiáveis do que qualquer memória flash, nuvem, etc.
Aprendam a fazer back-ups também, que nunca é demais. Dá uma preguiça monstro, é verdade, é trabalhoso, mas é aquele serviço que nossos eus futuros agradecem demais.
E então, parei para notar: mais de 50% das pessoas que vejo na rua estão com fones de ouvidos bem acomodados em suas cabeças. Senhoras ou moças fazendo caminhada, estudantes correndo para escola, mulheres a caminho do trabalho, garotos passeando por aí... todos ouvindo sua música portátil.
Isso com certeza vai gerar uma leva de deficiências auditivas...
Com a queda dos preços e a banalização da tecnologia, ter uma miniatura high tech de walkman e andar com ele para lá e para cá virou fato social.
Vicia! Ter os fones no ouvido acaba se tornando um hábito, afinal, uma boa música distraí nossa mente enquanto fazemos nosso trajetos, seja andando, de bicicleta, de carro ou ônibus, ajuda a esperarmos sem perceber o tempo passar e nos mantém desligado do mundo exterior.
Minha mãe me vê e diz: "Mas já está aí com esses foninhos!" - dá ar de obsessão para isso.
Bem, mas foi para isso que eu comprei o treco, não foi? Para torná-lo meu companheiro inseparável de aventuras...
Minha audição não piorou desde que comecei a usar fones. Fiz até uma audiometria um tempo atrás e estava tudo perfeito. E curioso, hoje em dia as pessoas em geral esqueceram de usar os fones, mesmo que eles ficaram ainda mais acessíveis e confortáveis. O TikTok com forró nas alturas invadiu todos os lugares, inclusive aqueles onde a gente precisa fazer silêncios. Isso me estressa mais do que deveria, mas me irrita demais, o som que vem do celular do outro é sempre alto e de péssima qualidade. 
Sinceramente, não gosto do earphone, esses pequenos que encaixam na orelha. Machuca muito, além de que o imã fica dentro da orelha, o que eu não acredito ser muito saudável. Prefiro os headphones, que agora só porque tem nome inglês e design modernoso virou coisa chique, de DJ... Eles são confortáveis, apesar de um pouco pesados, e a qualidade do som pode ser muito melhor se for escolhida uma marca confiável. A única coisa não positiva dele é que não dá para dividir o fone com mais alguém.
Eu acho que falei isso só porque headphones são mais estilosos. Eu nunca usei headphones desde que comprei meu primeiro fone de ouvido. Para mim é um trambolho desconfortável kkkkk. E olha que ele voltou a moda com força nos últimos anos por causa dos streams e das aesthetics e muitos são oferecem som de altíssima qualidade. Achei nada a ver o que minha eu de 20 anos atrás falou aqui.
Agora o que me falta é comprar um pingente, um daqueles de celular, para pendurar no MPTreco. Sei que já tenho vários pingentes, já que são uma obsessão minha. São acessórios que permitem inúmeras possibilidades. Acho-os muito kawaii e divertidos de colecionar! Os mais diferentes são aqueles comprados em evento de anime.
Atualmente, meu celular ostenta um porco roxo que parece cristal adquirido num dos meus estandes favoritos, o J-World, na Anime Friends. Troquei pelo do Keroppi, que tive de aposentar devido à três anos de uso. Mesmo assim, ele é ainda meu favorito, apesar detonado está bem guardadinho, porque o primeiro - com guizo ainda e pom-pom - a gente nunca esquece.
Spoiler: Não consegui nenhum pingente para meu MPTreco.
Mas a verdade é que amo demais pingentes, penduricalhos, chaveiros e cacarecos e taí onde tudo começou. Cheguei a usar uns 10 ao mesmo tempo no meu celular, não sei se inclusive tenho uma foto disso aqui no blog.
Esse porco roxo é lindo demais, vinha com um laço de tulle. O Keroppi era um guizo de metal daqueles que descascava. Keroppi é muito fofo e vai tão bem com tudo.
Na penúltima FanMixCon, comprei um da Hello Kitty vestida de coelhinho rosa que muda de roupa, e como custou caro, ficou como apenas item de coleção. O do Doraemon comprei na Nippon porque estava realmente uma pechincha (com o desconto à vista, ele veio de graça) e é tão miudinho... ainda tenho dois de zíper que ganhei. Aqueles de gatos e cachorros que vinham no Elma Chips não são muito funcionais...
Saudades FanMixCon, que evento de anime perfeito, raiz, maravilhoso! Lá eu vi o Wendel Bezerra, o Alfredo Rollo e minha primeira apresentação de Taikô. 
A papelaria Nippon era o melhor lugar da cidade para comprar coisinhas direto do Japão nos idos 2017, consegui umas preciosidades por lá da Sanrio naquela época.
Os pingentes da The Dog e The Cat precisam voltar! Sou obcecada nessas marcas, sempre que acho algo deles, eu compro.
 
Olha só a coleção da época da postagem original. Dá pra ver o porquinho roxo e outros pingentes citados.
 

Tenho o projeto de confeccionar um. O desenho dele está pronto e parte do material já foi comprada, a única coisa que falta é um guizo. Um simples guizo... Já pensei em comprar uma daquelas coleirinhas de gato para pegar o guizo, mas imagino que iria sair caro demais... Acho que infelizmente terei de substituí-lo por alguma outra coisa...
Andei experimentando meus pingentes no Treco, entretanto ele gritou que queria um exclusivo. Tem que ser alguma coisa que combina, de preferência pequena, para não destoar ou destruir o aparelho que de tão fino parece que pode partir na nossa mão e não fazer volume na hora de eu guardar o Treco no bolso, já que o encaixe para o pingente e a saída do fone ficam em extremidades opostas. Farei uma peregrinação pelas lojas em busca do pingente perfeito assim que o dinheiro chegar.
Alguma sugestão?
Não faço ideia de como era esse pingente que eu desenhei... Mas eu lembro bem dessa saga para comprar o guizo, acabei comprando uns pequenos que nem consegui usar em nada, numa lojinha que nem existe mais perto da rodoviária que nem é mais no mesmo lugar.
Tanta coisa mudou em 20 anos... e ao mesmo tempo muita coisa ficou igual.
Gostei demais da experiência de comentar um post antigo e lembrar da época em que foi escrito.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Velvet Summer

 Red Velvet - Summer Mini Album - 'Velvet Summer'

Agora o "verão" está completo! RV voltou finalmente e na melhor época!

Estamos no meio do inverno aqui, apesar do nosso veranico, mas enfim poderemos sentir algum tipo de refrescância! Um disco com bossa e samba, bem inusitado e inovador, esse EP pode não ser tão consistente quanto "Chill Kill", mas não perde para ele em qualidade.

Peguei as descrições oficiais que a SM divulgou de cada faixa para compartilhar com vocês minhas notas de acordo com preferência. O máximo é de 5🏄🏼‍♂️.

🌊 "Surfin' Boy" (Faixa-título)

Misturando uma guitarra de bossa nova descontraída, um ritmo relaxado de reggae e um groove elegante de house, esta refrescante faixa de verão combina vocais leves e sonhadores com a sensação de nadar em um mar iluminado pelo sol.

💚 JOY participou da composição da letra.

Nota: 🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️

🌊 "Hot Girls Cold Vibe"

Uma faixa dançante com riffs de guitarra viciantes, escrita e composta por Kenzie.

Nota: 🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️

🌊 "Orchestra"

Uma releitura do clássico "Lujon", de Henry Mancini, que destaca a identidade musical única do Red Velvet. 🎻✨

Nota: 🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️

🌊 "Hula Hoop"

Uma música pop de andamento moderado, centrada em guitarra e piano. A letra retrata as lembranças de um verão que já passou e de um reencontro marcado pelo destino.

Nota: 🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️

🌊 "Hawaii"

Uma faixa de pop acústico escrita inteiramente por JOY, que transmite a mensagem de deixar de lado as preocupações do dia a dia e reencontrar a liberdade e os sonhos da infância. 💚

Nota: 🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️🏄🏼‍♂️

domingo, 16 de agosto de 2026

Museu dos links quebrados

 

Revisitando umas postagens mais antigas desse blog, estou me deparando com uma grande quantidade de imagens quebradas, links para páginas que não existem mais, vídeos excluídos.

Até gostaria de repor tudo que for possível, mas vai ser um processo lento, porque, ou reviso todo meu blog ou eu escrevo postagens novas, não consigo achar tempo para os dois. 

E, mesmo que eu passe o pente fino nele, certamente vai ter mídias perdidas para sempre entre as postagens. Principalmente de fontes externas.

Apesar de eu ter a opção de tirar esses posts do ar, colocando como rascunhos, eu gosto da ideia de mantê-los, como um retrato do seu tempo, como uma peça da minha história e da história da internet.

Mesmo que eu já não sinta identificação com aquilo, não vou remover por me aproveitar do fato de que alguma parte da postagem está inacessível, porque, quando eu abordei esse assunto na época, significava algo para mim. Esse é o objetivo de um blog, de um diário, de um registro cotidiano. Porque, em algum momento, naturalmente o cotidiano se transforma, e o passado perde seu sentido no presente, mas nunca dentro do percurso inteiro de uma vida.

Em 2007, 2008, etc eu era assim e assado. Agora é 2026, como não morri, não permaneci completamente a mesma, mas sei respeitar minhas versões anteriores.

E, apesar dos links quebrados, a mera presença deles nessas postagens antigas é uma prova de um dia eles existiram, de que fizeram parte de uma internet que desapareceu, são marcas deixadas por pessoas que talvez nem suspeitem de que aparecem aqui, em um blog qualquer de uma pessoa comum. Muita gente que, como eu, viu a internet surgir, crescer e prosperar e depois se transformar a partir de um tipo de rompimento sabe que, nessa ruptura, muita coisa ruiu, muita coisa se perdeu. E algumas delas estão aqui, preservadas como fósseis.

 E meu relacionamento com tudo isso ainda não é harmonioso. Meu blog tem uma vida só dele, e por mais fascinante que isso seja (quando observo as informações de estatísticas), também me bate um receio, uma estranheza...

Não sei se seria isso que eu sentiria também se fosse uma artista assistindo as pessoas visitando minhas obras em um museu.