domingo, 16 de agosto de 2026

Destaque da Playlist: Julho

   .   * ✸✯ ✯ . JuLHo °  ★°·.   .

Postagem atrasada, mas não por descaso.

BBGIRLS - BODY WAVE

Mantendo a tradição

 

BB GIRLS - BODY WAVE

O verão setentrional sem um comeback de BB GIRLS não é um verão de verdade. Ano passado, não teve... por isso, em 2026, talvez sejam elas as grandes responsáveis pela onda de calor absurda que os gringos estão passando, já vieram com um hit de verão sexy, divertido, jovial e nostálgico (ao mesmo tempo) para compensar a ausência.

Eu fui fisgada primeiro pelo MV, porque gostei demais de ver um produto artístico dentro do K-Pop voltado claramente para o público 25+. No vídeo, vemos jovens adultos, homens e mulheres, vistosos, cheios de personalidade, naquele pique de gente confiante e descolada dos anos 80 (me faz pensar um pouquinho em "Physical" da Olivia Newton-John).

E a música transmite um calor, uma energia, mas não é exageradamente animada, a base eletrônica suingada se conecta ainda mais com a referência dos anos 80. O refrão é exatamente o que se espera de uma música de verão para cantar e dançar com a turma inteira, todas cantando em coral, repetitivo sem enjoar, com um hook que embala sem esforço. O final apoteótico cria uma boa ponte para você começar a ouvir a música de novo.

Elas fizeram valer a espera.

PLAYLIST COMPLETA 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Japão

 

Ver no Threads

Eu aprendi muito com o Japão, mesmo sem nunca ter ido lá.
Mesmo assim, faz tanto tempo que nossa amizade começou, que é como se tivéssemos crescidos juntos.
Era sobre isso que eu estava falando quando postei esse comentário no Threads.
Quando eu era pequena, meu pai trouxe uns chicletinhos que vinham numas caixinhas quadradas. Os docinhos tinham uma textura diferente de todas as balas e afins que eu já tinha visto. Elas tinham um cheiro e um sabor que eu nunca tinha experimentado antes. Até hoje não sei que palavra usar. 
Mas se eu encontrasse essa palavra, eu sei que ia usá-la para explicar o sabor de Ramune.



Esses chicletinhos em caixinha eram do Japão. Meu pai trabalhava com comércio exterior e ganhou os chicletes de algum colega de trabalho e trouxe para mim. Nas caixas, tinha os desenhos de uns dinossaurinhos bem fofos. Isso foi no início de 1990.
Aquele doce era do Japão, de um lugar tão longe de mim, uma criança. Era de um lugar que eu não a menor dimensão de onde era, de como era, mas que me marcou, me intrigou e esse sabor, desse dia, há mais ou menos 30 anos, é o sabor que o Japão tem para mim até hoje.
É ácido, azedo, doce, metálico, fresco, melancólico, amargo e nostálgico.

O Japão estava nas decorações de materiais escolares pontuais, como uma mochila, um estojo, borracha... já estava treinada em associar aqueles olhos grandes e brilhantes das menininhas clones da Candy ao país, assim também como bichinhos fofos. Hello Kitty não era tão comum de ser vista, na verdade, a maioria dos objetos com estética kawaii da minha infância vinham da China, e isso só fazia coisas legitimamente japonesas ainda mais preciosas. Mas eu gostava desses bichinhos fofos do mesmo jeito.

Tinha uns coalinhas em um kit, eram muito fofos, ainda guardo as lapiseiras.

O Japão para mim era sinal de coisa linda e interessante.

Meu segundo contato substancial com a cultura (ou uma noção dela) foi através do programa Rá-Tim-Bum da Cultura, quando em um dos "Senta, que lá vem história", trouxeram a aventura de duas irmãzinhas na Liberdade.

Naquela época, eu via as imagens na televisão, eu sabia que era aqui no Brasil, que era em São Paulo, mas estava tudo envolvido naquela névoa do fantástico natural das crianças, natural do Rá-Tim-Bum, e ficava idealizando aquele lugar, observando com atenção redobrada as paisagens daquela cidade, vivendo o que estava assistindo.

Você pode assistir o episódio completo, e a história começa no minuto 11:11.

E não podemos esquecer de mais uma influência importante para mim.

Para a gente ver como tudo que acontece na infância define tanto da gente: Jaspion!

Eu amava assistir, apesar de não lembrar mais de nada, amava a música da nave, amava o personagem, o robô, a performance, o drama... era tudo arte para mim.

O Japão esteve comigo nessa fase e, por isso mesmo, eu sempre fui vidrada por ele e sempre procurava estar perto e ter tudo que eu podia que se relacionasse ao país.

Acho que essa obsessão é até normal entre as pessoas da minha faixa etária, todos nós assistimos as mesmas coisas, a mídia não era tão pulverizada. Os heróis, as revistinhas... a gente estava exposto às mesmas modas e apelos, e no geral, na nossa cultura pop, ou esses vinham dos Estados Unidos ou do Japão.

Só que para mim, pessoalmente, tudo significou mais. Com a internet, eu me envolvi mais com os animes, mangás e música japonesa, com a cultura, com o folclore, com os costumes. E, convivendo com tudo isso enquanto crescia, eu sinto que assimilei muito de tudo na minha personalidade, na forma de ver o mundo, de me sentir em relação a experiências.

Eu nunca visitei o Japão e talvez nem nunca tenha a oportunidade. Mas vou sempre ser fascinada por ele. Uma parte minha se sente conectada a esse lugar sem esforço ou motivo especial.

Tudo começou com o gostinho de ramune.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Destaque da Playlist: Junho

  .   * ✸✯ ✯ . JUnhO °  ★°·.   .

JAEJOONG - OASIS

  

JAEJOONG - OASIS 

No mês do Rock, nada como falar dessa música que não sai da minha cabeça. Eu amo demais a persona roqueira de JaeJoong, um dos idols mais lindos que a SM já projetou.

Ele canta muito bem, mas sinto que a voz dele brilha demais cantando J-Rock.

Essa música me devolveu direto para 2007, quando ia aos eventos de anime e tinha as áreas de J-Rock tocando Laruku, Versailles e X Japan e os garotos circulavam em indumentária Visual Kei completa.

Mesmo quando é pesado, o estilo musical mais associado ao J-Rock, quando este é mencionado, tem uma elegância e sutileza que simplesmente captura o ouvido. Isso deve vir principalmente através do Visual Kei, por causa do elevado senso de estética dessa cultura.

A abertura doce e melodiosa, temperada pelas guitarras brilhantes, e o vocal soproso e estável do JaeJoong são tudo que precisamos para iniciar a viagem até o refrão melancólico e tão nostálgico que eu sinto aperto no peito (de felicidade).

Haja fôlego para cantar essa canção, ela não tem pausas e as notas altas ficam mais para o segundo refrão e finalização da música. É o que mais admiro nesse estilo de J-Rock: como é fluído, initerrupto.

A high-note é tão linda e sonora, longa e sincera, tão grande e colorida. 

"Oasis" é uma canção que nos eleva e acalma, nos encanta e apazigua.

PLAYLIST COMPLETA