Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blog. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prova de Vida

 

 Estou extremamente contente com o número de visualizações de meus posts aqui! Nunca imaginei que iria receber visitas desde que retomei as atividades e também fiquei muito impressionada por ver que o blog recebeu visitas durante todos os anos que ficou inativo.

Eu nunca gostei muito de comentar, não por falta do que falar, mas por certa timidez, certa preguiça e também por causa dos meus processos particulares de apreciação e processamento de informações.

Para mim, não comentar não é sinônimo de não gostar do que alguém leu/viu/ouviu e também não importo em não receber comentários.

Ainda assim, fiquei com vontade de vir aqui e pedir uma prova de vida.

Se você visita esse blog e lê ou já leu algum dos meus posts, deixe por favor um emoji de sua escolha, como se fossem adesivos colados no meu caderno aqui. 💕 

sábado, 22 de agosto de 2026

Fones e Pingentes II

Essa é uma das postagens antigas do meu blog que mais continua a receber visitas.
Ela é de outubro de 2007, falta pouco para fazer vinte anos, mas não vou esperar até lá — resolvi fazer um comentário (tipo uma reação) sobre o que escrevi aqui e o quanto isso ainda vale para mim hoje.

Passei a pertencer a um grupo que escolhe a trilha sonora do dia-a-dia: usuários de MPTrecos.
Agora tenho um. Não faz nem um mês, mas não desgrudo dele. Nos seus 2Gb cabem quase 300 músicas, muito mais do que eu consigo ouvir. Legal por que eu vivo esquecendo o que tem dentro dele e assim não acho a seleção repetitiva.
MPTrês - MPTreco, taí um nome inteligente e divertido que não sei se foi eu que cunhei. A verdade é que os mp3 estão em alta de novo, eu bem queria um igual a esse de novo, um mp4 Foston preto e bem levinho. Eu ainda tenho ele, mas está quebrado.
Eu tenho ainda um bom acervo, mas também perdi uma grande parte da minha coleção quando um HD apagou sem muita explicação. No caso, essas são músicas antigas, de antes de 2015. Ah! Depois que eu escrevi esse post, eu consegui comprar um iPod. Eu usei muito até que surgiu o Spotify...                      Esses últimos dias fui tentar ligar e vi que estava bugado. Por isso que estou à procura de alguém para consertar ele para eu poder voltar a usar. O que eu tenho lá dentro perdi tudo também.
Por isso, crianças, aprendam: nada como mídias físicas. Elas também tem sua data de validade, mas são muitoooo mais confiáveis do que qualquer memória flash, nuvem, etc.
Aprendam a fazer back-ups também, que nunca é demais. Dá uma preguiça monstro, é verdade, é trabalhoso, mas é aquele serviço que nossos eus futuros agradecem demais.
E então, parei para notar: mais de 50% das pessoas que vejo na rua estão com fones de ouvidos bem acomodados em suas cabeças. Senhoras ou moças fazendo caminhada, estudantes correndo para escola, mulheres a caminho do trabalho, garotos passeando por aí... todos ouvindo sua música portátil.
Isso com certeza vai gerar uma leva de deficiências auditivas...
Com a queda dos preços e a banalização da tecnologia, ter uma miniatura high tech de walkman e andar com ele para lá e para cá virou fato social.
Vicia! Ter os fones no ouvido acaba se tornando um hábito, afinal, uma boa música distraí nossa mente enquanto fazemos nosso trajetos, seja andando, de bicicleta, de carro ou ônibus, ajuda a esperarmos sem perceber o tempo passar e nos mantém desligado do mundo exterior.
Minha mãe me vê e diz: "Mas já está aí com esses foninhos!" - dá ar de obsessão para isso.
Bem, mas foi para isso que eu comprei o treco, não foi? Para torná-lo meu companheiro inseparável de aventuras...
Minha audição não piorou desde que comecei a usar fones. Fiz até uma audiometria um tempo atrás e estava tudo perfeito. E curioso, hoje em dia as pessoas em geral esqueceram de usar os fones, mesmo que eles ficaram ainda mais acessíveis e confortáveis. O TikTok com forró nas alturas invadiu todos os lugares, inclusive aqueles onde a gente precisa fazer silêncios. Isso me estressa mais do que deveria, mas me irrita demais, o som que vem do celular do outro é sempre alto e de péssima qualidade. 
Sinceramente, não gosto do earphone, esses pequenos que encaixam na orelha. Machuca muito, além de que o imã fica dentro da orelha, o que eu não acredito ser muito saudável. Prefiro os headphones, que agora só porque tem nome inglês e design modernoso virou coisa chique, de DJ... Eles são confortáveis, apesar de um pouco pesados, e a qualidade do som pode ser muito melhor se for escolhida uma marca confiável. A única coisa não positiva dele é que não dá para dividir o fone com mais alguém.
Eu acho que falei isso só porque headphones são mais estilosos. Eu nunca usei headphones desde que comprei meu primeiro fone de ouvido. Para mim é um trambolho desconfortável kkkkk. E olha que ele voltou a moda com força nos últimos anos por causa dos streams e das aesthetics e muitos são oferecem som de altíssima qualidade. Achei nada a ver o que minha eu de 20 anos atrás falou aqui.
Agora o que me falta é comprar um pingente, um daqueles de celular, para pendurar no MPTreco. Sei que já tenho vários pingentes, já que são uma obsessão minha. São acessórios que permitem inúmeras possibilidades. Acho-os muito kawaii e divertidos de colecionar! Os mais diferentes são aqueles comprados em evento de anime.
Atualmente, meu celular ostenta um porco roxo que parece cristal adquirido num dos meus estandes favoritos, o J-World, na Anime Friends. Troquei pelo do Keroppi, que tive de aposentar devido à três anos de uso. Mesmo assim, ele é ainda meu favorito, apesar detonado está bem guardadinho, porque o primeiro - com guizo ainda e pom-pom - a gente nunca esquece.
Spoiler: Não consegui nenhum pingente para meu MPTreco.
Mas a verdade é que amo demais pingentes, penduricalhos, chaveiros e cacarecos e taí onde tudo começou. Cheguei a usar uns 10 ao mesmo tempo no meu celular, não sei se inclusive tenho uma foto disso aqui no blog.
Esse porco roxo é lindo demais, vinha com um laço de tulle. O Keroppi era um guizo de metal daqueles que descascava. Keroppi é muito fofo e vai tão bem com tudo.
Na penúltima FanMixCon, comprei um da Hello Kitty vestida de coelhinho rosa que muda de roupa, e como custou caro, ficou como apenas item de coleção. O do Doraemon comprei na Nippon porque estava realmente uma pechincha (com o desconto à vista, ele veio de graça) e é tão miudinho... ainda tenho dois de zíper que ganhei. Aqueles de gatos e cachorros que vinham no Elma Chips não são muito funcionais...
Saudades FanMixCon, que evento de anime perfeito, raiz, maravilhoso! Lá eu vi o Wendel Bezerra, o Alfredo Rollo e minha primeira apresentação de Taikô. 
A papelaria Nippon era o melhor lugar da cidade para comprar coisinhas direto do Japão nos idos 2017, consegui umas preciosidades por lá da Sanrio naquela época.
Os pingentes da The Dog e The Cat precisam voltar! Sou obcecada nessas marcas, sempre que acho algo deles, eu compro.
 
Olha só a coleção da época da postagem original. Dá pra ver o porquinho roxo e outros pingentes citados.
 

Tenho o projeto de confeccionar um. O desenho dele está pronto e parte do material já foi comprada, a única coisa que falta é um guizo. Um simples guizo... Já pensei em comprar uma daquelas coleirinhas de gato para pegar o guizo, mas imagino que iria sair caro demais... Acho que infelizmente terei de substituí-lo por alguma outra coisa...
Andei experimentando meus pingentes no Treco, entretanto ele gritou que queria um exclusivo. Tem que ser alguma coisa que combina, de preferência pequena, para não destoar ou destruir o aparelho que de tão fino parece que pode partir na nossa mão e não fazer volume na hora de eu guardar o Treco no bolso, já que o encaixe para o pingente e a saída do fone ficam em extremidades opostas. Farei uma peregrinação pelas lojas em busca do pingente perfeito assim que o dinheiro chegar.
Alguma sugestão?
Não faço ideia de como era esse pingente que eu desenhei... Mas eu lembro bem dessa saga para comprar o guizo, acabei comprando uns pequenos que nem consegui usar em nada, numa lojinha que nem existe mais perto da rodoviária que nem é mais no mesmo lugar.
Tanta coisa mudou em 20 anos... e ao mesmo tempo muita coisa ficou igual.
Gostei demais da experiência de comentar um post antigo e lembrar da época em que foi escrito.

domingo, 16 de agosto de 2026

Museu dos links quebrados

 

Revisitando umas postagens mais antigas desse blog, estou me deparando com uma grande quantidade de imagens quebradas, links para páginas que não existem mais, vídeos excluídos.

Até gostaria de repor tudo que for possível, mas vai ser um processo lento, porque, ou reviso todo meu blog ou eu escrevo postagens novas, não consigo achar tempo para os dois. 

E, mesmo que eu passe o pente fino nele, certamente vai ter mídias perdidas para sempre entre as postagens. Principalmente de fontes externas.

Apesar de eu ter a opção de tirar esses posts do ar, colocando como rascunhos, eu gosto da ideia de mantê-los, como um retrato do seu tempo, como uma peça da minha história e da história da internet.

Mesmo que eu já não sinta identificação com aquilo, não vou remover por me aproveitar do fato de que alguma parte da postagem está inacessível, porque, quando eu abordei esse assunto na época, significava algo para mim. Esse é o objetivo de um blog, de um diário, de um registro cotidiano. Porque, em algum momento, naturalmente o cotidiano se transforma, e o passado perde seu sentido no presente, mas nunca dentro do percurso inteiro de uma vida.

Em 2007, 2008, etc eu era assim e assado. Agora é 2026, como não morri, não permaneci completamente a mesma, mas sei respeitar minhas versões anteriores.

E, apesar dos links quebrados, a mera presença deles nessas postagens antigas é uma prova de um dia eles existiram, de que fizeram parte de uma internet que desapareceu, são marcas deixadas por pessoas que talvez nem suspeitem de que aparecem aqui, em um blog qualquer de uma pessoa comum. Muita gente que, como eu, viu a internet surgir, crescer e prosperar e depois se transformar a partir de um tipo de rompimento sabe que, nessa ruptura, muita coisa ruiu, muita coisa se perdeu. E algumas delas estão aqui, preservadas como fósseis.

 E meu relacionamento com tudo isso ainda não é harmonioso. Meu blog tem uma vida só dele, e por mais fascinante que isso seja (quando observo as informações de estatísticas), também me bate um receio, uma estranheza...

Não sei se seria isso que eu sentiria também se fosse uma artista assistindo as pessoas visitando minhas obras em um museu. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

2025, o ano da nostalgia

 

Eu já sempre fui uma pessoa fiel. Quando eu adquiro um gosto, eu sou capaz de mantê-lo por anos a fio. Tipo o Tumblr. É a minha rede social preferida. Estou lá, ativa, todo dia mesmo, desde 02 de abril de 2010. 16 anos.

Se eu gosto, eu fico.

Simples assim. 

Mas em 2025 foi diferente. Eu voltei a muitas origens... e não sei se isso aconteceu por necessidade de um porto seguro, porque foi um ano muito estressante e senti que estava rodando no tanque reserva o tempo todo, ou se é porque agora realmente me sinto mais à vontade a ser quem eu sou.

Voltei a jogar Neopets. Depois de anos, completei um Advent Calendar.

Estou voltando a frequência no Poupée Girl. Depois de anos, consegui uma perfect attendance.

Estou resgatando álbuns de J-Pop e K-Pop de dez, vinte anos atrás... Fiquei meio obcecada por SEASONS da Ayu nas semanas finais de 25.

Vide uns posts atrás, voltei a ler Agatha Christie... 

É um processo que vem acontecendo faz um tempinho, mas que vi culminância em 2025 e certamente vai persistir esse ano.

Até porque... olha eu aqui no blog de volta! Tem coisa mais nostálgica que isso?

E eu sei que não é só eu que está nesse resgate. Há uma forte tendência mundial, liderada por nós millennials, de regresso e releitura. Dizem por aí que essa é uma forma de quebrar um pouco o derrotismo da geração que teve sua infância atrofiada pela pandemia.

Tudo bem que o pessimismo está ao redor de todo mundo. Mas ao menos, nós temos cacarecos, scrapbooks e whimsy para nos sustentar. ૮ ˶ᵔ ᵕ ᵔ˶ ა

sábado, 3 de janeiro de 2026

Agatha Christie

Esse ano (vamos fazer de conta de que ainda é 2025) eu resolvi revisitar essa grande autora que formou a maioria dos leitores da minha geração e anteriores.

Apesar de nem de estar perto de ter lido todos os livros dela, eu li os mais importantes, que são "A ratoeira", "E não sobrou nenhum" e "O  caso de Roger Ackroyd" (meu favorito), mas faltava ler o mais elogiado e, por muitos, considerado o melhor livro dela e de investigação, que é "Os cinco porquinhos".

Não foi esse que li, mas gosto das capas retrô

Confesso que gostei bastante. Poirot não decepciona nunca. É claro que eu passei pela estranheza de ficar relendo a mesma situação de vários ângulos, mas depois, quando peguei o espírito da coisa, não senti a ansiedade ou o tédio que normalmente me vem quando preciso enfrentar estímulos intelectuais repetitivos — sim, talvez seja TDAH.

O que mais gostei desse livro é que consegui imaginar as cenas muito bem, como fazia muito tempo que não conseguia. A Christie consegue descrever com minúcia sem se perder, amei estar de volta ao interior inglês, a intrigas frívolas do cotidiano de meados do século XX como só um mistério do Poirot consegue fazer.

E os quadros... como a descrição dos quadros são interessantes. 

Quanto ao final, eu não ousei elaborar minha própria aposta, mas confesso que achei o culpado meio esperado. Ainda mais depois de tudo que foi dito sobre... Mas mesmo assim, não decepcionou, além de me dar uma boa aula de como desencaminhar o leitos. 

Continuando então, resolvi pegar outro livro importante dela, "Um gato entre os pombos".

Agora eu leio no Kindle, mas foi com essas capas que conheci os livros da Agatha Christie.

 E, olha, eu estou gostando bastante! Pra quem acabou de sair de uma investigação clássica de "whodunit", confesso que até fiquei chocada, porque não esperava encontrar uma super história de aventura. Mas aí me lembrei de "O homem do terno marrom" e de como a Christie também sabe escrever essas histórias que dariam um ótimo filme no estilo de Indiana Jones e pronto! Já tinha embarcado. Porque ler uma boa aventura de época agitada bem escrita sempre acaba sendo uma lufada de vento fresco na vida de um leitor.

A Agatha Christie é uma ótima escritora...  Os diálogos, para mim, são um forte dela, tanto os entre personagens como os mentais.

E, agora, olhando bem, essa capa antiga do livro dá um belo de um spoiler...

Bem, eu sei disso porque, como fiquei meio curiosa sobre qual afinal de contas era a história do livro quando estava no capítulo 2, resolvi fazer umas pesquisas.

Tudo bem, para mim, não tirou nem um pouco da graça. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Eu gosto de bloggar, mesmo sem ter motivo qualquer para isso

Foi interessante essa postagem da Lilly ontem. Meio que combinou com algo que estava me passando pela cabeça uns meses atrás, quando eu recebi uma mensagem comemorativa de não sei quantos anos de conta no Live Journal. Olhei para aquilo como uma boa desculpa para reativar meu blog lá.

Mas a coisa ficou em banho-maria, porque fim de ano e 4º bimestre são as piores épocas para mim. É esgotamento em cima de esgotamento. 

Mais no começo desse ano, eu estava com muita vontade de fazer vlog também.

Só para mim, só por gosto. Postar no Instagram para ganhar suas 5 curtidas. Minha conta lá é fechada, e agora que eu aprendi que posso postar só pros Melhores Amigos, fiquei ainda mais low profile.

Outro projeto que não achei espaço na rotina para experimentar.

Eu gosto de escrever. Gosto muito. E gosto de escrever sobre minha vidinha e minhas experiências, mas tenho meus problemas internos, inseguranças, dramas, que muitas vezes me impedem.

Esse ano de 2025 eu me encontrei mesmo no Threads. Como peguei a rede social desde seu primeiro dia, resolvi fazer acontecer. Posto bastante lá e isso meio que satisfaz/satisfez todas as vontades que eu descrevi acima.

Mas aí a Lilly, que eu acompanho há anos graças a arte graciosa, despretensiosa, unserious, crua e sincera dela, veio com essa, e eu mordi a isca.

Não sei o quanto vou conseguir bloggar por aqui.  

Também estou procurando um novo nome pro blog. Só um novo nome, mais nenhuma mudança brusca.

Eu gosto muito dessa ideia de caderno, mas não quero mais ela ligada com uma marca. A Tilibra nem fabrica mais nada nessa linha...