Revisitando umas postagens mais antigas desse blog, estou me deparando com uma grande quantidade de imagens quebradas, links para páginas que não existem mais, vídeos excluídos.
Até gostaria de repor tudo que for possível, mas vai ser um processo lento, porque, ou reviso todo meu blog ou eu escrevo postagens novas, não consigo achar tempo para os dois.
E, mesmo que eu passe o pente fino nele, certamente vai ter mídias perdidas para sempre entre as postagens. Principalmente de fontes externas.
Apesar de eu ter a opção de tirar esses posts do ar, colocando como rascunhos, eu gosto da ideia de mantê-los, como um retrato do seu tempo, como uma peça da minha história e da história da internet.
Mesmo que eu já não sinta identificação com aquilo, não vou remover por me aproveitar do fato de que alguma parte da postagem está inacessível, porque, quando eu abordei esse assunto na época, significava algo para mim. Esse é o objetivo de um blog, de um diário, de um registro cotidiano. Porque, em algum momento, naturalmente o cotidiano se transforma, e o passado perde seu sentido no presente, mas nunca dentro do percurso inteiro de uma vida.
Em 2007, 2008, etc eu era assim e assado. Agora é 2026, como não morri, não permaneci completamente a mesma, mas sei respeitar minhas versões anteriores.
E, apesar dos links quebrados, a mera presença deles nessas postagens antigas é uma prova de um dia eles existiram, de que fizeram parte de uma internet que desapareceu, são marcas deixadas por pessoas que talvez nem suspeitem de que aparecem aqui, em um blog qualquer de uma pessoa comum. Muita gente que, como eu, viu a internet surgir, crescer e prosperar e depois se transformar a partir de um tipo de rompimento sabe que, nessa ruptura, muita coisa ruiu, muita coisa se perdeu. E algumas delas estão aqui, preservadas como fósseis.
E meu relacionamento com tudo isso ainda não é harmonioso. Meu blog tem uma vida só dele, e por mais fascinante que isso seja (quando observo as informações de estatísticas), também me bate um receio, uma estranheza...
Não sei se seria isso que eu sentiria também se fosse uma artista assistindo as pessoas visitando minhas obras em um museu.

