sábado, 18 de agosto de 2007

E se...


Acho que esse se constituirá meu primeiro aborto. Não se assuste. Talvez, como sempre, eu esteja sendo dramática demais. Talvez, eu esteja sendo mesquinha e egoísta.

Ao mesmo tempo, é bom deixar as idéias fluírem um pouco para aliviar o peso que elas causam na mente da gente. Eu assumo as conseqüências daqui em diante. Você que assuma as suas ao terminar de ler.
E se você morresse?
Quantas vezes eu já não mentalizei o que poderia acontecer diante do recebimento da notícia que alguém querido para mim morreu! Eu ia chorar? Eu ia ficar em choque? Essa cena rolando na minha mente parece tão real, ao mesmo tempo tão embaçada, sem sentido. Pode ser que você me ache mórbida, fria ou até mesmo cruel, mas não, nunca desejei sua morte, pode ficar sossegado. Eu sempre me vejo em desespero ao mentalizar essas idéias funestas.
Mas o "e se..." que quero abordar não é esse. Foi levada por um desses pensamentos que me ocorreu:
E se eu morresse?
Pensamentos suicidas? Sim, já tive muitos. Acho que quem vive inevitavelmente questiona a morte, assim como eu já fiz aqui mesmo nesse blog. Estou sendo repetitiva? Pode até ser que sim. Meu jeito é ser prolixa mesmo, beirando o exagero. Se não gosta, pelo menos, releve.
E tem momentos da vida que tudo é tão escuro que só a morte parece solucionar a dor passada. Já achei que se eu não existisse, não faria falta. Já chorei a noite toda orando para Deus que me perdoasse esse desejo. Acho que hoje vai ser mais uma dessas noites. Acho que não...
E, de forma racional, às vezes penso como é que seria a vida continuando sem mim. Como reagiriam os meus amigos, meus pais, aqueles que tiveram algum contato comigo. Sairia um daqueles comentários sobre eu ser tão nova, sobre eu ter uma vida toda pela frente? Faria alguém feliz o fato de que eu morri? Mudaria algo?
Será que minha existência nessa Terra significa alguma coisa? Significa alguma coisa para alguém? Minha presença aqui faz alguma diferença?
Isso soa egoísta? Pode ser que sim. Ao mesmo tempo, não me importo muito com o que possa soar. Eu sou apenas um número entre seis bilhões... Quantas pessoas deixam de existir como indigente? Ninguém lembra delas. Ninguém lamenta, ninguém pára para pensar por quês, quandos e e-agoras.
É por que a vida vale mesmo a pena, senão eu já tinha desistido de viver.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Monique no País do Fim de Semana


Queria escrever aqui!

Ah, mas sobre o que?
Não sei bem, a vontade de escrever vem forte, principalmente nesse primeiros horários da madrugada.
Bem, sendo assim, farei deste um post abordando detalhes recentes.


1 - Pulsos de clock
Estava analisando o dia de hoje, que foi meio ruim, mas indiferente para mim. Concluí: a vida é transmitida em pulsos de clock. Para o processador de seu computador isso pode ser muito bom, mas para mim não é não! A vida tem uns e zeros - altos e baixos - e essa inconstância incomoda!
Não quero uma vidinha perfeita, mas só um pouco de conforto.
Enfim, na sexta-feira tudo era empolgação aqui em casa, eu tinha descoberto um primo bem na sala de aula onde eu trabalho! Eu fiquei tão feliz com a notícia que não sabia parar de pensar nisso! E meus pais ficaram super interessados e contentes também, foi muito legal!
Fiquei abobada dois dias por causa da revelação! ^^ Só de pensar que meu Filhote é meu primo, ficava tão feliz!
Então, veio o sábado: acordei tarde, arrumei gaveta, encapei caderno, faltei da reunião (menina má! ¬¬), fiz um desenho que gostei muito (olhe no meu devART! O link tá lá embaixo :D) e, embora não muito afim, comi pizza. Foi um dia normal.
Mas aí, chegou o domingo e com ele o impulso 0 do clock.
Por que é que pai dá tanto problema para a gente? Viver em sociedade não é fácil. Fomos fazer compras, mas sei lá por que, sem motivo, meu pai ficou bravo e o clima acabou. Não achávamos o que queríamos no Carrefour Bairro lá... meu pai não cooperava, minha mãe desanimou e eu tentava manter os ânimos até que enjoei da situação.
Chegando em casa, meu pai sumiu, minha mãe se enfiou no quarto provavelmente chateadíssima com o dia e eu e meu irmão ficamos de escanteio.
Na hora do jantar, super clima chato! Ninguém fala nada, minha mãe mal, meu pai indiferente e eu cansada disso tudo.
Quando eu fico deprimida, minha mãe me adverte, com sermãozinho até. Me manda levantar, não quer saber o que eu estou sentido. Isso funciona. Ela sempre foi meu baluarte. Continua sendo e nunca vai deixar de ser. Mas hoje vi um pouco do outro lado dela, aquele que há tempos não observava. Percebi que em algum momento da minha vida eu vou precisar ser a sustentação dela.
Será que serei capaz? Vou ter de aprender a lutar contra os pulsos de clock assim como tantas vezes eu a vi fazer.
O que salvou meu domingo de ser um fracasso completo foram meus amigos no MSN, especialmente minha querida Cris Onee-san que apareceu após muitos anos e me deu ótimas notícias! Tenho tanta saudades dela!

2 - Harajuku no Monogatari
"História de Harajuku" é a tradução desse título aí, que dá nome a uma história que ando escrevendo bastante, passando na frente de toda a enorme fila de fics e histórias começadas! É assim, que frustração, eu só sei começar as coisas e não terminá-las... Sou muito Rei mesmo (segundo o teste feito em sala de aula com um professor temperamental de psicologia)!
Garoto mau+Menina boa = roteiro agitado!
Usando da mais simples fórmula para escrever romance, resolvi me aventurar a transmitir um pouco da cultura rica e diferente de um distrito de Tóquio, Harajuku, por meio de um romance envolvendo membros de tribos urbanas diferentes e descrevendo sobre seus hábitos, pensamentos, relacionamentos, conquistas e dilemas.
Não é aquela coisa água com açúcar, mas tem uma boas pitadas do drama do qual não se viver sem... e é bem divertida de escrever. Constituí o meu vício atualmente e semana passada tive ótimas idéias para a plot!
Bem esse romance tem muitas notas culturais e estou pesquisando bastante para escrevê-lo. Acho que é esse desafio que entretem tanto e me faz querer escrever mais e mais!

3 - Ruindows!
Não suporto mais meu Puppet! Maldito PC que trava Word, Media Player, Shareaza que não conecta, blue screen que surge do nada, rede que desaparece! Vou jogar água nele! Vou mesmo! ¬¬
Não suporto mais essa situação e ainda assim, não sei viver longe dele!

4 - Não quero ser Naru!
Estava pensando com meus botões enquanto lia Love Hina... Meio que me chateei com isso.
Estive botando umas idéias na cabeça que não vão me fazer bem. Afinal, enganar a si mesmo é uma coisa ridícula. Preciso me esforçar para não me sentir como a Naru na hora de se despedir do Keitaro, preciso me centralizar, como diz a Fergie em "Big girls don't cry", me encontrar, achar a paz que eu preciso. E isso não é tão difícil quanto parece, devo dizer.
Falando em Love Hina, devo dizer que gosto muito desse mangá, mas insisto em sentir que a partir do Volume 21 (da publicação nacional pela JBC) as coisas perdem o ritmo e eu não consigo continuar a leitura. Gostei tanto do que li até ali, mas agora não consigo ir em frente, tudo parece longo demais, sem objetivo.
Na verdade, ando com pouca paciência para qualquer tipo de leitura. Acho que ando preguiçosa demais... Preciso dar um jeito de curar isso.

Bem, acho que para essa madrugada já está bom!
Não gosto de post composto, mas se postar é preciso, cá está o produto de um fim de semana conturbado, com seus pulsos de clock, suas surrealidades, alegrias e descobertas!

Este post foi sugestão da minha mala favorita, uma Louis Vuitton de alto nível... Embora eu me esforçe, eu sei que nunca vou agradá-lo! E por isso mesmo é que é divertido.
Confesso, minha vida seria um tédio sem você!

Agradeço a todo mundo que vem comentando ou simplesmente lendo meu blog!
Espero que continuem achando-o interessante.
A "alice" aqui promete trazer alguma coisa mais substancial num próximo post!
Amo todos vocês!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Lever du soleil

O Itaú está promovendo um concurso cultural usando um tema bastante abrangente: o Amanhã. Eu não pretendo participar, mas achei a proposta interessante.
O Amanhã é o que as pessoas mais temem ou mais esperam. Alguns vêem o Amanhã como consolo, cheio de promessa, e outros somente o querem evitar. Mas acho que um nascer de sol é algo muito belo e a oportunidade de poder começar de novo é um grande alívio.
Ah, "essa linda juventude, página de um livro bom"! O Amanhã está nas mãos dela só que olho em volta e me pergunto o que ela pretende fazer com essa responsabilidade. Vivemos em tempos negros, esperamos o nascer do sol. Mas aqueles que devem trazer esse futuro iluminado temem dar seus passos instáveis em direção do Amanhã. Ele parece tão fora do alcance.
Com que motivação vamos lutar por algo melhor? Com que esperança vamos nos nutrir para resistir os obstáculos? Eu só vejo faces ou tristes ou desdenhosas.
O meu espelho às vezes me mostra isso.
O que é que nos reserva o Amanhã que seja tão bom que devemos lutar por isso? Meu futuro está lá, em algum cantinho, mas sei que ele não é certo, por mais que eu me esforce para que seja. O que é que vale tanto a pena? O Amanhã é o que tememos por causa da incerteza que ele traz. Não sei se o tempo estará nublado ou ensolarado quando o Amanhã chegar, eu não tenho como interferir nisso.
Quem é que se sente capaz diante do poder do Amanhã? Afinal, ele vem contra nossa vontade, onde é que podemos influenciar nele então?
Mas o Amanhã, este sou eu. Não adianta manter a face voltada para o chão, derrubada por minhas inseguranças, minhas tolices, minhas supostas fraquezas. O Amanhã é feito de todos nós. Precisamos cada um cuidar de seu pedacinho deste céu que receberá o sol do futuro. Isso pode machucar, pode extrair sangue, suor e lágrimas, mas já que essa realidade nos é inescapável, nos forcemos a reagir.
Eu quero que Ele venha. E ao chegar, eu quero encará-Lo nos olhos. Quero observá-Lo sem arrependimento. Vou tentar fazer meu possível. Eu sei que você também está tentando fazer o que pode. Façamos tudo por nós mesmos e pelos outros que dependem de nós, que torcem e apóiam. E desse modo tentaremos já que é nossa vez de dar rumo às coisas.
O que eu espero do Amanhã? Que de algum modo ele seja tão bom quanto Hoje.

--
Texto do dia:
"Não fazeis parte do mundo." - João 5:19