quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Long time, no see - 03 As coisas que falei

Como se eu fosse lembrar tudo o que falei, né?
Gente, passou tanto tempo de novo! Uau!
Eu sou uma preguiçosa... vou deixando o tempo passar e nem me dou conta. Coisa feia, sabe?
Essa foi uma das coisas que eu disse:
Que ia organizar melhor minha vida, me planejar, me dedicar mais ao que realmente importa.
Quem disse que consegui? Não.
Falei que ia fazer isso muito antes de resolver escrever essa série. A gente se frustra porque quer. Eu mesma acho melhor me conformar que sou folgada. Porque se fosse aguerrida, ia pra lutar buscar o que importa.
Aí, como imaginam, durante todo o tempo que não escrevi no blog, falei todo tipo de coisa - sim, não, não
sei, talvez, obrigada, desculpa, por favor... Falei muita coisa dentro da minha cabeça também - falei que tinha trauma, que ia desenhar tal coisa assim e assim, que ia baixar tal música, que ia ler tal livro...
Agora tudo pass
ou... faz tanto tempo, nem lembro mais.
Veja como são as coisas!
Na hora, ficamos tão preocupados ou empolgados, ficamos tão tristes ou felizes, mas com o passar do tempo, o que foi dito é esquecido.
Um dia todas as coisas viram esquecimento.
Como não tenho muito o que dizer, vou encerrar esse capítulo e ir para o outro. ^^ Até!

sábado, 9 de agosto de 2008

Long time, no see - 02 As coisas que ouvi

Cheguei para a segunda parte, que vai ser bem curtinha.
O que eu ouvi:
Só consigo lembrar desses três albuns, que estão no meu mp3 s
empre!
Acho que, não importa o idioma, a música se comunica com qualquer pessoa em qualquer lugar.
Todos os artistas de quem vou falar são japoneses...
E cada álbum tem um estilo diferente.
Estou falando deles por um motivo especial: porque entre as faixas de cada CD, não dá para escolher a favorita.

A Utada Hikaru tem uma das vozes mais bonitas que eu conheço, de verdade. Limpa, potente e agrádavel...
Desde a primeira vez que ouvi ela cantando, nunca mais deixei de procurar os discos e os singles da japonesa de inglês perfeito (porque cresceu nos EUA).
HEARTSTATION é um álbum tão bom e tocante quanto o anterior, ULTRA BLUE, que é inesquecível e que deve ser recomendado junto. Na verdade, de certo modo, HEARTSTATION completa o ULTRA BLUE, principalmente por causa da primeira faixa "Fight the Blues".
O CD todo é harmonioso, a voz de Hikki brilha, acalma e agita em cada momento. Cada faixa tem uma forma especial de conquistar o ouvinte.

Eu já tinha ouvido a Kanon, mas fazia tanto tempo que nem lembrei quando baixei o primeiro CD dela, e que apesar de ser o que me fez correr atrás dos outros álbuns dela, não foi meu favorito. Ela tem uma voz doce e soprano, mas se sai muito bem cantando músicas pop. Canta em vários idiomas pelo CD e faz covers super interessantes.
"Primary Flowers" tem Elvis, tem a linda Canon em D Maior que é uma das minhas músicas instrumentais favoritas, e muitas outras melodias incríveis. É um CD para quem gosta e tem paciência para apreciar música fina e grandiosa ou simplesmente aprecia algo suave para ouvir antes de dormir. O álbum termina com uma linda canção de ninar impecável que relaxa qualquer um.

E por último, os Base Ball Bear. Novatos, diremos, na grande indústria da música, tem um som interessante. Ouvi um trechinho de qualquer música deles num blog e corri atrás de um CD deles para ouvir e amei o "17 sai". É um álbum de rock divertido com uma mistura com pop e temperos eletrônicos. Gostoso de ouvir, com músicas às vezes maneiras, as vezes puro rock, às vezes baladas, para mim se destacou "Aishiteru" como a música de J-Rock mais cute que já ouvi. É um CD que vai fácil, que acaba rápido de tão consistente, de tão fluente, e que não enjôa por causa da sua diversidade harmoniosa de momentos. Foi preciso uma ouvida só para gostar de vez! ^^

É isso aí. E eu continuou ouvindo música até agora, e dois destaques tem de ser "RAINBOWS" do alice nine, "PUNK&BABYs" da Nana Kitade. Tudo J-Rock.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Long time, no see - 01 As coisas que assisti

Desde a mesozóica vez que escrevi aqui, assisti muitos filmes que merecem ser citados. Podia escrever um post legal para cada um, mas agora não é exatamente o momento e nem tenho tanto assim a falar de cada filme que vou por aqui. Vou tentar ser o mais cronológica possível.

Primeiro, eu queria ver esse filme porque gosto de musicais. Depois, não dei importância quando começou a passar no Telecine, mil anos depois do cinema. Até que um dia deu certo de assistir, e gostei muito logo de cara! Não tem uma música que seja chata ou pouco marcante! Impecável, e cada vocal tem sua própria qualidade. Amei ver também o mecanismo por trás do cenário musical, assistir o pessoal no estúdio, compondo... E claro, como não poderia ser, todas as músicas acabam preparando o caminho para a especial "One Night Only" que a Effie canta como ninguém! Valeu a pena assistir e realmente vale a pena assistir outras vezes! ;)

Sobre esse nem preciso falar muito. Acho que o que vem da PIXAR só pode ser imperdível. E só podia ser ela para fazer a primeira animação com roteiro ecologicamente correto e consciente, só ela para trabalhar tão sutil e divertidamente as questões que o mundo tanto fala por aí sem conseguir tocar o coração como a PIXAR e o wall-e fazem. Não tenho reclamação nenhuma, só elogios a dar! Viva as grandes sutilezas, a delicadeza, a beleza simples e ao mesmo tempo complexa que faz de Wall-e um dos meus filmes preferidos no ano! ^^ Viva a meiguice do olhar e do coração de lata do pequeno "Steven Jobs"!

Ah! E eu que não dava nada para esse filme da Dreamworks (quase sempre não dou nada para animação da Dreamworks, a não ser Shrek, e acabo me espantando). Realmente, não julgue o livro pela capa com esse filme! Se o panda Po pode ser um grande guerreiro kung-fu, o filme também pode ser bom. Bom? Bom é pouco, ele é ÓTIMO! Grande Jack Black! Se não fosse ele, não sei como poderia acontecer um filme tão bom como esse! Já no "Espanta-Tubarões" o tuba Lenny é um encanto por causa do dublador que tem, e graças a Deus deram um brilhante papel principal pro Jack! Fora que a qualidade da arte da animação é fantástica e as piadas serem demais! Todos os personagens são interessantes ao seu modo e a mensagem final do filme é uma acalentadora verdade que faria pessoas menos infelizes se fosse levada em conta! ^^

O cavaleiro das trevas veio galopando devagar espalhando as novidades sobre sua chegada, e de repente trazendo consigo também a qualidade de epitáfio de um grande artista. Não gostei apaixonadamente do primeiro filme do século 21 do Homem-Morcego. Posso dizer que foi um ótimo filme, mas só, não repeti a dose, não comentei muito. Para mim, esse segundo sobrepujou o primeiro da nova série. A trama é mais que envolvente, realista, elegante, inteligente e eletrizante. Heath Ledger dá mesmo um espetáculo como Coringa. Não falo isso só porque gosto dele, mas porque realmente fiquei impressionada com o carisma do personagem. Cada tique, cada olhar e fala é único, burlesco e impressionante. As melhores linhas do filme vêm com certeza da boca sarcástica e borrada dele. A fragilidade de Bruce Wayne também é interessante nesse filme, uma coisa impensada, apesar de ser conhecido quantos traumas e conflitos o homem dentro do traje de borracha sofre. Gostei de vê-lo humano de um modo mais emocional do que fraco, não sei bem como definir. E o grande morcego continua o mesmo aterrorizante, misterioso, soturno e inexpressivo de sempre, como um cavaleiro, sendo o herói que Gothan City precisa.

E assim vou encerrando o primeiro capítulo. Até mais! o/