quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Por um estilo de vida Maria Antonieta


Condescender aos desejos mais fúteis e simples da vida.  Esquecer calculistamente os deveres e entregar-se aos prazeres - comer só o que há de doce, beber só que há de excitante, falar só do que faz rir, sonhar só do que engrandece, amar só o que te faz suspirar. Cercar-se só de beleza. Escapar do tédio por meio de uma fantasia leve e campestre, cheia de aromas e sabores naturais. Preencher-se de individualidade e romantismo ledo de conto de fada. Deitar na grama e sentir o sol. Experimentar no mínimo o deleite máximo; ao mesmo tempo, encontrar no luxuriante excesso desequilibrado a única forma de viver. Compartilhar os momentos de glória com aqueles que merecem. Gostar só de quem gosta de ti. Viver em um mundo fechado, ignorar o exterior desbotado que falha em exibir os lindos tons pastéis.

Caos Criativo XI - Vício

De repente cheguei a conclusão de que não sinto mais prazer no que eu faço. Criativamente, estou viciada em uma droga que não surte mais efeito. Nada que produzo me excita, me anima, me satisfaz. Não vejo mais progresso, não tenho mais vontade de progredir.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Caos Criativo X - Estafa Criativa

O ciclo sempre repetitivo do processo criativo é entendiante e de repente me angustia. Em oito de fevereiro de dois mil e nove, eu criei essa tag marcadora em meu blog justamente por isso - pela dificuldade de criar, de escrever, e de falar alguma coisa que valha a pena. Naquela noite, três anos atrás, eu reclamava por não conseguir colocar no papel o que precisava, o que queria, o caos que eu criara de repente era grande demais para ser controlado.
Meses depois, em três de outubro, eu revelava o descaso criativo no qual mergulhara, sentindo algo um pouco parecido, embora mais rebelde do que sinto na noite de hoje na qual alego sentir estafa criativa - criei tanto, produzi tanto, que cheguei ao ponto de burn out.
Minha cabeça está vazia, nada que penso parece bom, possui meios de ser feito ou leva a algum lugar.
Se eu decido escrever, horas são passadas em frente a página em branco, perdidas na tentativa de encontrar o fio perfeito na meada, minutos perdidos reescrevendo para encontrar o jeito certo e riscando aquilo que não é produtivo.
E é aqui que eu penso em desistir, que penso em esquecer e concluo que estou cansada.
Mas se cansaço fosse motivo para eu parar, já tinha deixado de escrever há muitos anos.
Então, é só estafa...
A caneta perdeu a força e o papel rejeita tudo, mas é só uma fase. E se a inspiração correu pra longe, ela está brincando de esconder.
Porque eu vou ser ninguém se me tornar incapaz de escrever. Vou perder a identidade.

Pode ter certeza que tecer este post foi difícil que não estou nada contente com ele.