terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Do que eu vou sentir falta...

De ver os mesmos rostos, todo dia, aqueles com que já estou muito acostumada, e dizer aqueles nomes que aprendi através do tempo.
Das paredes, do local onde as coisas ficavam, da rotina de fazer sempre as mesmas coisas.
Das conversas divertidas que nunca acabavam, criativas, bobas, excêntricas, insanas e de sentar no banquinho de madeira com todo mundo exprimido e rindo.
De ler livros na aula, de quase não fazer nada, de passar pito nas crianças e ser chamada de tia.
Dos professores e de suas aulas, às vezes interessantes, às vezes chatas, às vezes difíceis.
Das piadas dos alunos sobre os professores.
De conhecer muita gente.
De poder ir andando para o trabalho por um lugar lindo (mas que de vez em quando é muito ensolarado).
De apagar tela do computador pelo NetSchool.
Das festinhas de despedida, de apresentação de projeto, das colações de grau...
Do ritmo frenético de alguns dias e da calmaria de outros.
De pegar a chave na inspetoria todo o dia.
De trocar programas, principalmente os Portables, e músicas.
De passar as férias todas conversando com meus amigos.
Dos acessos de loucura (meus e dos outros).
De correr que nem louca pelos corredores.
De testar o Adobe Illustrator e ter aula de Corel Draw fazendo roupa para Doll.
Das visitas.
Do agito.
De ouvir o povo discutindo Naruto a aula toda (LOL).
De perder ônibus.
Da politicagem patética.
De só trabalhar cinco horas e ter a manhãs livres para dormir.
Certo quem disse que é dos sorrisos que temos de lembrar. E eu vou sentir falta deles, de muitos deles, todos particulares.
Mas tem uma coisa que não vou sentir falta: dos amigos, porque todos eles continuam, sempre comigo, não importa onde eu esteja! ^^
Mesmo que não os veja mais tanto quanto me acostumei, não importa! Nunca vou esquecer o carinho, as horas passadas, os sorrisos!
Foi um prazer gastar dois anos com vocês! Obrigada por tudo que me ensinaram!
Boa sorte à todos independentemente da escolha que fizerem. Nunca se esqueçam de mim! Eu nunca vou me esquecer de vocês! ;)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Até nunca mais...

Sim, e começa o ano novo.

Embora não me preocupe em listar expectativas para esse ano, espero realizar coisas úteis e melhorar muito quem sou e o que serei.

Mas nunca antes tive um fim-de-ano tão cansativo!
O calor não me deixa dormir já há 4 dias.
O barulho dos fogos e das festas vem acrescer meu incômodo, visto que mal durmo e fico perturbada todos os dias.
Os dias em casa que me foram concedidos foram um alívio da rotina, mas talvez, se eu não tivesse de passá-los no conforto do meu lar me sentiria menos cansada mentalmente...

Uma viagem? Será que é mesmo possível arrancar tranqüilidade de uma viagem?

Pois fiz uma, inevitavelmente, em meio ao meu tédio de fim-de-ano embora muitas coisas estivessem esperando para serem feitas.
Li "Inocência" de Visconde de Taunay. Na verdade, voltei a pegar no livro, visto que já tinha lido o primeiro capítulo. Óbvio que é uma ótima e divertida leitura que muito me entreteu e distraiu e inspirou. Óbvio também seu triste final, que me leva a perguntar porque sempre há de ter finais tão infelizes em romances Românticos!
Que irritante! Sempre o amor é atrapalhado, sempre há alguma estúpida pedra no caminho dos amantes para lhes ferir o pé...
Mas deliciosos os detalhes, divertidos os diálogos e intrigantes os perfis que contém a narrativa. Muito me acresceu.

Todos nos inundam de desejos de felicidade, passada a meia-noite do dia 1º.
O certo seria desejar a felicidade uns aos outros todos os dias... Nem que apenas em pensamentos.
Jano já está contente com a tolice da maioria, impulsiva, de se apegar tanto a virada e as promessas misteriosas que ela apresenta e que fazem muitos iludidos por alguns minutos e logo depois são esquecidas, junto das numerosas resoluções ou do desejo de felicidade que foi atirado para um conhecido.
Talvez, se seguissemos um pouco o exemplo desse deus romano falso, poderíamos levar uma vida melhor por pensar e avaliar no passado o que se pode melhorar e levar para o futuro de forma uniforme, e não apenas nos primeiros dias do seu mês.

Assim, alegria e o melhor para todos todos os dias de sua vida inteira. Que você busque o que deseje, medite no que há de ser melhor, sustente as conseqüencias de ações boas e ruins e divirta-se com as gentis pequenezas do dia-a-dia. Tenha sonhos bons e também pesadelos. Perdoe os outros. Brigue. Chore. Sorria. Ame. E não se esqueça que o que passou, nunca mais volta... use todo o seu tempo de modo que ele valha algo. Isso digo para mim mesma.

Mais um ano juntos, todos nós, e que venha o destino nos ajudar a decidir o que há de ser.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Publicité Parfum


Sempre achei as propagandas de perfume de grife muito atraentes. Que idéia! Uma sempre mais criativa que a outra. Isso quando se considera que estão vendendo algo que só vamos saber se gostamos ao experimentar. E assim tentam expressar o jeito da fragrância - o cheiro, o estilo e o tipo de pessoa a quem se destina - por imagens geralmente elegantes, luxuosas, surreais e européias.
Curioso como as fragrâncias são descrita através de adjetivos que não tem nada a ver com o odor, mas evocam as sensações do tato e do paladar. Em francês, a palavra "parfum", da qual nasceu a nossa palavra para designar "uma mistura de óleos essenciais aromáticos, álcool e água" (Wikipedia PT), pode também ser definido, em inglês, pela palavra ambígua que designa tanto cheiro como gosto, também vinda do francês, "flavor".
Deixando de lado o capitalismo, gosto de como as propagandas expressam atmosferas mágicas ou românticas e beleza. É certo que eles querem vender um produto caro usando de meios psicológicos e da aparência de top models e atores, pretendendo fazer moda e ditar sobre sucesso e beleza, no entanto as encaro como uma forma de arte.
Quem faz propaganda de verdade não vende, entretém. Cria algo agradável que tem seu méritos a parte da qualidade do produto. E, no caso das que anunciam esses tais perfumes luxuosos, quase smepre franceses, visto que são os melhores visto o seu passado glamuroso (ou não) da era das trevas, além de caras e misteriosas, necessita-se de inventividade para transformar o abstrato da fragância em algo que podemos tangir. Tudo é calculado para criar uma sensação.
A propaganda principal que me levou a escrever este post foi uma de uma grife que nem conhecia. Através dela me lembrei de quanto sempre apreciei ver esses anúncios e busquei no YouTube alguns exemplares. Terminei por escolher quatro.
Cada uma tem um motivo de ter sido listada.

A primeira é a musa do post.

Um perfume de Nina Ricci. Aqui vemos ressaltado mais um motivo pelo qual essas propagandas são agradáveis: elas mexem com os ouvidos. Quando passava na TV ao meu lado, me virei imediatamente para ver o que era, atraída pela música. Acho que por isso foi tão marcante.

A segunda é um clássico que não podia faltar.

Jeito interessante de mostrar poder e inocência sedutora ao mesmo tempo. Requinte e charme são marcas registradas da Chanel.

O terceiro anúncio escolhido é da Kenzo.

O que eu vi na TV era mais bonito, mas não consegui encontrar. Sempre surreal, ao melhor estilo de Botticelli, com adendos orientais visto sua origem, gosto de como são fluentes e leves. O sussurros são impossíveis de entender, entretanto.

A quarta e última exemplar é uma da Dior.

Bastante elegante e com a banda Muse cantando algo meio francês, é moderna e misteriosa. A modelo é ninguém menos que a linda Eva Green, que junto da voz de Matthew Bellamy dá um ar "James Bond" para a composição. Os tons de azul são ótimos e o anúncio ressalta um outro ponto quase divertido das propagandas de perfume: o timbre e a pronúncia das vozes que se limitam em dizer o nome e o criador da peça de arte envolvida - por que afinal, fazer perfume também é uma arte.

Interessante que a até a popular AVON se aventurou nessa de fazer propaganda de um de seus perfumes da última campanha. Eu não sou nada fã da AVON e de seus produtos de pouca qualidade (na minha opinião), e achei curioso esse fato. AVON grife agora? Está certo que a produção é joint com Christian Lacroix. O que importa é que o ad é muito bonito. Vem como bônus da postagem:

Não tem a mesma sofisticação francesa de nenhuma das propagandas acima, porque a moça fica falando todo o tempo, mas é direcionada para um público menos culto que europeu, o brasileiro, e não deixa de ser AVON (6).

Além da mídia televisiva, as grifes investem em impressos. Nas buscas para tecer o post, descobri um site-galeria com imagens de diversas campanhas publicitárias de diversas grifes.
Quem quiser dar uma olhada visite nesse endereço:

http://publicite-parfum.miniature-parfum.fr/

Mesmo eu sendo alérgica, consigo concordar que algumas fragrâncias são realmente deliciosas. Mas, por enquanto, eu prefiro ficar apenas com as propagandas...