sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Jumanji

Vamos fantasiar...
Hoje resolvi arrumar uma das partes do meu armário. Tinha bastante coisa esquecida por lá. Entre papéis, caixa de Game Boy, brinquedos antigos e artigos de costura, tinha uma caixa de papelão lá no fundo, esquecida, uma áurea de mistério a circundava.
"Mas o que é isso?" me perguntei, puxando ela para fora. Meio que comecei a ouvir os tambores.
Abri a caixa, e tinha uma outra dentro, dessa vez de madeira. Era um estojo.
Curiosidade aumentando, tudo quieto em volta.
Lá dentro, duas divisórias e na tampa uma folha de papel.
"Xo Dou Qi"
E comecei a ler. Era um jogo.
Numa divisória, o tabuleiro, um pedaço de pano rígido. Na outra, as peças dentro de um saquinho. Dezesseis animais de metal. Aquele sentimento de Jumanji me subiu a garganta, comecei a ler a explicação. Um jogo que parece de damas, com alguns adendos.
O objetivo do jogo é chegar a toca dos animais adversários, no outro extremo do tabuleiro. Cada animal tem um valor.
E o jogo é tão bonito que não resisti e tirei umas fotos dele, depois da arrumação.
Meu irmão, lógico, ficou mais encantado do que eu e foi meu parceiro para teste.
É bem divertido e simples, mas dá para criar boas estratégias.
As oito peças de cada jogador são o Elefante, Leão, Tigre, Urso, Porco, Macaco, Gato e Rato. A tomada das peças é baseada na pontuação de cada um. O Elefante vale 8, o Leão 7 e assim sucessivamente. No tabuleiro também tem uma parte de rios que só o Rato atravessa e tem as armadilhas que deixa qualquer animal vulnerável à captura.
Mas o que mais me deixou feliz mesmo foi a surpresa! É nessas que a gente vê como é bom arrumar armário!
Na Wikipédia em Português não tem quase nada sobre esse jogo que eu nunca tinha ouvido falar, mas em Inglês tem bastante coisa, inclusive regras e algumas variações do jogo que possuo.
Ninguém aqui em casa soube dar certeza de quando esse jogo veio parar aqui e da onde veio e por quê... Provavelmente, meu pai ganhou de alguma companhia aérea (Columbia) muito generosa, mas ele não lembra porque. Ficou lá, longos sete anos guardados, no oblivion, esperando a hora que a preguiçosa fosse desencavá-lo num belo feriado ensolarado de primavera, para enfim por ordem na bagunça.
Quando vier me visitar faça questão de conhecer o Xo Dou Qi!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Melodrama

Eu não sei o que dura para sempre. Só sei da minha obsessão em fazer durar. Aquela vontade de ficar presa ao que me deixa contente.
Entretanto, sinto que estou te perdendo. Um sentimento quase egoísta. Eu sinto, não temo. O abrir mão se aprende com o tempo. Quanto a mim, não vou aprender, vou me acostumar, vou me conformar.
Criança! Em que mundo você quer viver? Você sonha? Com o quê? Queria te ajudar. Será que posso?
Interferências. Tenho de me conter em fazê-las. Não ousar encostar em nada para mudar a vida alheia.
Me deixa te ninar, mesmo que você já seja quase um adulto...
Para mim você é um presente, uma janela para eu ver o tempo passar nos seus olhos.
Como vai ser daqui dez anos? Não quero apenas te sorrir e deixar passar como se nada tivesse acontecido. Não quero te olhar como se tivesse te perdido.
Eu ouço sua voz rouca comigo - souvenir de uma viagem indescritível. Acho que ainda não vi seu sorriso verdadeiro.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pedido

Me dê sua compreensão, mas que ela não seja sempre permissiva...
Não leve a mal. Repúdio não é uma coisa existente em mim.
Obrigada por me entender, mas não faça isso de forma banal.
Concorda? Fico feliz e contente! Um alívio!
Discorda? Não finja! Explique!
Prefiro que me advirta do que aceite cada erro meu como irrelevante.
Expresse-se.