sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

"Wherever you will go" vs "When you look in the eyes"

Pois é, de repente me deu na telha de fazer uma batalha entra essas duas músicas! Quem nunca ouviu "Wherever you will go" e pensou que a música é linda que atire a primeira pedra! *fica soterrada de repente* Da onde vieram as pedras? Ok, "Wherever you will go" já é praticamente membro do Vh1 Classics.
"When you look in the eyes" também é uma música linda e tocante e merece muito destaque. vejo muita relação entre as duas canções.
E sobre suas semelhantes e diferenças que vou tratar daqui em diante.

Bem, a Sony malvada não deixa eu embutir o vídeo no blog *booo Sony Music!¬¬* Puxem as âncoras para irem até o Youtube e apreciar!

Runaway with my heart...
Duas coisas fazem essa música se destacar e ter se tornado um debut single imbatível: cordas + voz. A introdução é linda, assim como todo o instrumental, especialmente as cordas, que parecem recriar os movimentos de ondas suaves.
Essa suavidade, por outro lado, é ofuscada pela consistência rouca da voz do Alex Band, profunda e exigente.A letra, muito interessante, é meio difícil de entender. Até hoje me intriga o que "wherever you'll go" realmente quer dizer.
Não chamaria de uma música grudenta nem água com açúcar, acho que ela se popularizou por méritos próprio quanto à qualidade e complexidade musical (e também por causa da novela :P).
Começando num andamento lento, vai crescendo, culminando numa de transição de pop para rock, minha parte favorita.

Nota individual: 10.0

Every day, I start to realize
A introdução e instrumental da música dos irmãos Jonas é muito encantadora e harmoniosa, mas no total, a música não é suave. O andamento é bastante constante, com pouca alterações no final na canção, assinalada mais pelos vocais do que pelos instrumentais em si.
O
piano recebe acompanhamento de diversos outros instrumentos para criar uma melodia movimentada. Os vocais, por outro lado, são suaves na maior parte da música, com pitadas de timbre arrastado, nasal e rouco.
A letra é muito bonita, apaixonada e romântica, uma verdadeira love song.
O fato de a música recriar tão bem uma balada softrock faz dela uma presença em listas de favoritos, playlists e coletâneas. Desse modo, é preciso dizer que é grudenta, deliciosamente grudenta, e consequentemente muito boa de cantar junto.

Nota individual: 9.0

A complexidade musical de
"Wherever you will go" supera de "When you look in the eyes", pendendo mais para uma balada rock. Ela é muito mais importante para mim por causa da sua nostalgia e o vocal do Alex é incontestavelmente o lindo, muito mais interessante que dos irmãos Jonas. As cordas de Aaron Kamin são muito mais deliciosas de ouvir do que o piano do Nick Jonas.
Pelo outro lado, "When you look in the eyes" satisfaz perfeitamente todos os requisitos para ser classificada como balada softrock, o que faz da música uma difícil de ser desgostada. É minha música favorita dos irmãos Jonas e minha balada favorita da atualidade, a letra tem frases muito póeticas. O feel de "When you look in the eyes" é muito mais envolvente e edificante, do que a melancolia densa de "Wherever you will go".
As duas são muito gostosas de ouvir, difíceis de comparar.

E depois de tudo isso discorrido, realmente tenho de ceder a
"Wherever will you go" a vencedora da batalha, por causa da carga emocional, complexidade musical e o vocal do Alex band.

E vocês, o que tem a dizer? ^^

Heathcliff, sou eu, sua Cathy...



*Sigh* A gente não sabe de nada da vida mesmo!
Essa música da Kate Bush é muito boa e só descobri ela semana passada. Claro que já conhecia, já tinha ouvido no rádio e tudo mais, mas nem me lembrava que existia ou sabia que era a Kate Bush a voz aguda por trás da canção baseada no livro "O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights)" de Emily Brontë. Ainda não li o livro, mas assisti o filme com o Ralph Fiennes e a Juliette Binoche, o suficiente para entender a música e a dança muito interessante que a Kate executa no clipe!

Eu acho a história de "Wuthering Heights" bastante intensa e complexa, muito real também. A obsessão, o amor, o ódio, o preconceito - todos temas presentes na trama. Por isso é um romance tão importante na literatura.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Caos Criativo II - Revisão infinita

Um texto é meio como um muro, não concorda?
Você intercala palavras, frases e idéias até que construam algo - e é preciso conhecer muito bem as técnicas de entrelaçamento para que tudo não acabe desabando. A única vantagem do texto em relação ao muro é que você pode voltar atrás quantas vezes quiser e revisar até que esteja completamente satisfeito com a solidez.
E então, eis a máxima questão: quando é que acaba a revisão? Quando é que a gente fica satisfeito? Quando é que o muro literário erguido está em fim pronto?
Pois, eu posso revisar meus textos infinitamente! Será que autores consagrados concordariam comigo?
Revisaria eternamente, primeiro, pela grande quantidade de erros de ortografia que acontecem sem eu perceber. Depois, pelos erros de gramática, da qual estou longe de ser mestre, e concordância. E depois, pela falta de madurez.
Os textos imortalizam fases, idades e pensamentos.
Como comecei a escrever muito cedo, muitas coisas de minha autoria que leio agora não me fazem nenhum sentido ou me agradam. Meu único desejo em relação à elas é revisar, reorganizar, consertar.
Mas seria justo? Seria o melhor?
O texto é minha identidade. Enquanto ele permaneceu como foi criado, eu fui mudando. Às vezes parece querer demais do pobre que ele me acompanhe e parece injusto com ele forçá-lo a mudar para se encaixar ao molde dos meus pensamentos e preferências atuais. Por outro lado, chego a não tolerar ou ter vergonha de muito do que coloquei em palavras. Não que realmente me arrependa de algo que tenha escrito só porque soa infantil, bobo ou amador, porque como citei acima, o texto é meu subjetivo materializado e eu mesma não nasci pronta - vou ser pueril, bobinha e amadora em muitas coisas daqui até o final da vida.
Todas essas considerações me levam à conclusão que não posso deixar que as revisões tomem esse carater infinito ou me imobilizem a ponto de eu desgostar com intensidade de tudo que fiz. Porque então seria mais fácil reescrever tudo a cada cinco ou dez anos (o que ironicamente, não seria nem fácil nem gostoso de fazer).

Tente adivinhar quantas vezes revisei esse texto antes de postá-lo! ;)