sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Fechamento da semana

Se eu soubesse o que escrever aqui, já teria postado há muito tempo.
Só sei que tem uma porção de coisas que eu até poderia falar, só não sei se vale a pena.
Somos muito imperfeitos e temos diversos pensamentos ruins e errados. E se fossem apenas conclusões preciptadas?
Ela me diz tanto:
"Os Titãs é que estão certos! O acaso vai nos proteger... Tem coisas que não é para ser."
É. Não tem definição melhor que essa.
A verdade é que eu mal preciso escrever aqui o que estou sentindo porque alguém desavisadamente já escreveu por mim... e embora os sonhos dele sejam outros, as vontades dele sejam diferentes, no fundo, os medos e as conclusões são as mesmas.
Acordei qualquer dia desses com pensamentos perturbados.
"Quando eu me aposentar, vou ter dinheiro para me manter? Um salário mínimo é o suficiente para pagar minhas contas? Eu vou ter capacidade de cuidar de meus pais se um dia eles precisarem? Afinal, o que vai ser de mim nesse mundo?"...
O que vai ser de mim?
Pensei nisso, a sério, e quase entrei em parafuso...
Anda díficil conseguir escrever alguma coisa que não soe melancólica nesse blog.
Quando durmo eu nem sonho mais... são apenas pesadelos ou experiências sem sentido que não descrevo como sonhar.
Eu estou exausta de alguma coisa que talvez seja muito antiga... um peso morto? Uma deficiência? Queria saber... se eu soubesse, iria me livrar disso tudo.
E assim, em alguns dias, eu penso em morrer, como a forma mais simples de terminar com a dor.
E eu já cansei de me convencer que isso é desnecessário, stress desnecessário.
Quero me punir pelo quê? E preciso de tanto?
Sou uma idiota... é só o que sou.
Fico pensando apenas, e é esse meu mal, no que o acaso fará por mim... Se é que existe uma saída. Porque viver é que é o problema... e é isso que não quero mais fazer.
Porque viver... Já dizia Riobaldo em Grande Sertão: Veredas: viver é muito perigoso.
Mas é bom. Muito melhor que a dormência de fingir-se morto.
Tem muita coisa que quero fazer. E tenho fé de que um futuro melhor me aguarda. Mas o consolo que eu preciso não é esse.
De qualquer modo, caro amigo leitor, não se preocupe. Se você leu isso alarmado, esqueça... Não tem para tanto, a sua atenção dedicada à isso é imerecida e eu agradeço.
Estou aqui, olhando o céu e esperando essa chuva sem fim acabar. Pode sentar do meu lado. Um dia o sol vai abrir.

Um comentário:

Rodney Hanter Porlok disse...

É... ou é a idade, ou o convívio com pessoas erradas, ou atitudes erradas... seja o que for, ao menos sabemos que existe felicidade, e buscamos ela, não deve ser tão errado. E seja lá o que vem pela frente, podemos encarar e dizer que o fizemos bem. Bom... então poderemos combinar. Quem descobrir primeiro qual o problema de nossas vidas, que diga imediatamente para o outro. =D. Hoje tive picos tão insanos de conclusões da minha vida que pensei (e ainda penso) em ir ver uma pessoa que não vejo a 5 anos, para falar algo que ela jamais vai compreender, isso, claro, apenas se a pessoa se lembrar de mim, visto que não falo com a mesma a apenas 12 anos. O pior e mais egoísta seriam as palavras que eu iria proferir em sua direção. Mas me satisfaria faze-lo, e não me importo mais. Se assim decidir, em chegar a esse ponto bizarro da minha vida, então o farei. Quem sabe um dia até você entenda isso... pois um dia todos entenderão, ou, nunca mais me verão...
So... good luck with you life...

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