quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Battle Royale


Battle Royale:

Um breve conto de tensão

Idéia insana nascida da vontade de quebrar a rotina, exercitar gênero literário diferente, se aproveitar de um tema interessante e propor uma reflexão. Interprete como lhe aprouver.
Talvez eu não seja bem sucedida, talvez não fique mesmo nada bom, e falte tempero, falte sustos... talvez, falte sentido. Mesmo assim, espero que gostem.

A minha respiração cansada seguia mesmo assim o ritmo acelerado de meu coração. Eu corria sempre, o mais rápido que podia. Corria, corria, parecia que em círculos, mas não importava direito para onde ia, desde que conseguisse escapar. Fugia do quê? Depois de tanto correr, parei um minuto para pensar na resposta, mas não consegui ficar mais de um minuto. Uma forte sensação de que algo me perseguia estava me assombrando, embora a única coisa que se movesse ao me redor fossem as árvores ao sabor do vento. Tinha chovido muito durante o dia. Estava muito escuro, muito silencioso e úmido. Me arrastava entre a folhagem, tentava me libertar daquela prisão, porque a verdade é que eu era prisioneiro do medo.
O que tinha me levado ali? Todos nós fomos vitimados, mas eu tinha decidido lutar. Não podia permitir me tornar apenas um brinquedo a mais do sistema, mas fazer uma diferença, a menor que fosse, nem que isso significasse morrer sem transigir meus valores. Por causa desse compromisso comigo mesmo eu estava correndo ali. E estava tão frio, e eu procurando uma saída inexistente. E eu ciente disso.
Meus inimigos eram aquelas pessoas tidas como mais próximas, e não sabia como enfrentá-las. A loucura tinha tomado a mente de muitos, provando que não há nada nos laços de convívio que resiste na situação em que nos encontrávamos. Era uma situação extrema, eu concordo, a única coisa que eu queria era sair vivo dela. O triste foi admitir que não haviam muitos meios para isso a não ser em ceder para a loucura que permeava todo o ambiente e cada canto escuro da onde poderia aparecer algo que me pegaria despreparado. Tudo o que eu queria era me manter naquele jogo, não precisava vencer, me bastava ser um peão que conseguia a coroa, entretanto queria fazer isso por um caminho inofensivo. A impossibilidade disso, entretanto, me fazia continuar a correr.
Um ruído próximo me fez estático. Observei a volta. O que é que divisaria naquele escuro sem fim? Eu fraquejava, cansado, sentia minhas calças molhadas, não sabia mais se da umidade da terra, da água da chuva ou dos tiros. Coloquei minhas mãos nos cabos de meus revólveres. Eles eram frios, não hesitavam em atirar, porque não tinham coração. Só que eu não era apenas uma máquina, um autômato seguindo um comando. Eu raciocinava, e talvez isso tenha sido minha perdição.
O que você teria feito naquela hora?
Eu sabia que não tinha muita munição. Sabia ter o número limitado de três escolhas a fazer. A vida de repente parece fácil se formos analisar. Apenas uma das três opções...
O barulho silenciou. Entretanto, isso não me tranqüilizou. Me mantive imóvel, porém atento, ofegando e pensando que medida tomar, como escapar daquela armadilha toda a me rodear. E quanto mais esperava, mais e mais eu me via cercado e incapacitado pela tensão. Via vultos em todos os lugares, e sentia arrepios e com as mãos trêmulas eu puxei os dois revólveres.
O som, o som dos gatilhos soltos em cima de meus dedos. O som da folhagem se agitando aqui e de repente ali e logo depois bem ao meu lado. O som do sussurro - do vento? - sobre meu ombro. A loucura... o medo... a indecisão.
Morrer, matar ou se render.
Sem tempo para pensar.
Tudo úmido.
Tudo escuro.
Tudo escuro.
O ruído outra vez, ele veio até mim, me virei aperrando minhas armas. Senti o hálito do revólver no disparo. O estalo. A luz. A perturbação na mata fechada e quieta.
Gravidade. O chão recebeu meu corpo sem dó. Me lembro bem. Sentia escorrer, era quente e viscoso o sangue que me cobria. O rosto no escuro daquele que fez sua escolha nunca foi claro para mim. E eu não posso culpar ninguém.
A vida se assemelha a um Battle Royale... qual das escolhas você vai fazer?
O que é mais importante para você? Quanta pressão você pode resistir?
Questões a se refletir... decisões a fazer... resultados para colher.
Se você não entendeu nada da postagem, dê uma passada na mãe dos burros: http://pt.wikipedia.org/wiki/Battle_Royale

3 comentários:

Rodney Hanter Porlok disse...

¬¬...
O texto seria bom, mas a 'mãe dos burros' meio que fez ele ser terrível.
a) Inspirado em idéia já existente, ficou artificial.
b) Inspirado em uma idéia japonesa, ou seja, sem noção e patética, com a mania filosófica dos japoneses de verem tudo como caótico.
c) Idéia não diferente da famosa roleta russa, que já existe faz tempo.
Eu recomendo você assistir o filme 13 Tzameti. O filme é baseado em eventos que acontecem sem ninguém saber, afinal a Europa é extremamente dark em alguns assuntos.
Sem contar vários outros filmes toscos sobre um matar o outro. Jesus, até jogos mortais fala disso. É um conceito tosco e sem noção. Não precisamos de armas ou ferramentas de qualquer tipo para matar alguém, diariamente já estamos escolhendo entre as tais das 3 opções, por isso acho meio exagerado e sem propósito falar sobre isso.
Assista também o Cubo, que leva a um nível semelhante, mas, diferente dos japoneses felizes, não fica explicando o porque daquilo estar acontecendo.
E, por deus, sempre uma ilha ou floresta? Isso é tão boring, batalhas entre vida e morte de seres humanos não podiam acontecer no nosso 'habitat natural'? Ou seja, cidades e metrópoles?
O texto poderia ser melhor de fato, e se basear um pouco mais numa idéia nova, e não se prender a uma história pré-determinada.
Talvez até seja bom, o manga, ou o filme, ou o que seja dessa insanidade japonesa. Mais para mim é meio trivial, medíocre, e não me parece ter o dom artístico que deveria ter (acabo de ver imagens do filme). Se for pra ser down e nipônico prefiro mesmo o velho Evangelion. E mesmo assim se você escrevesse disso eu iria criticar.
Alguns pontos ficaram interessantes, descritivos, porque o pensamento continuo dele ficou chato. E a história podia começar com detalhes extras, para dar mais significado, começando com um flashback, e colocando em meio a correria. Enfim, não sei, sem muito propósito, e não sei se deveria mesmo ser um texto com algo para se pensar. Talvez não esteja num momento muito pensativo, ou não esteja considerando a complexidade, mas, no fim, são apenas 3 escolhas simples. Gostar, não gostar, criticar.
E eu sempre fico com a última. (6)
Lembre-se, a próxima história que você colocar, que seja sobre o que for, mais pare de tentar tacar filosofia em tudo ¬¬
Nem tudo nessa desgraça de vida pode ser entendido, por mais que existam poemas e expressões artísticas sobre a razão da existência e a busca da felicidade.
A vida é o que é. Sem motivos para ser. E as vezes não há necessidade de tentar entende-la. Que coisa viu... ^^
Aiai... se vê o que uma sexta-feira não faz? To entediado, com preguiça, e falando mal do seu post... mwhuauhauhuhauha... é uma satisfação fazer isso no fim das contas.
Considerações finais:
O texto ficou bom, interessante e reflexivo. Mais por tratar de um assunto feito por um japonês que ainda por cima é um mangá, ficou péssimo. hehehe
OTAKUS MALDITOS...
E tenho dito...
Viva a sociedade alternativa e a metamorfose ambulante...
YATTA!!!!!!
Fui...

Robson Oliveira disse...

primeiro eu quero comentar antes de dar um passada na "mãe dos burros" ¬¬ ...
Não entendi nada..mas nada msm :O... e convenhamos que texto mais tenso... rsrsrs
eu que esperava algo mais alegre e mais divertido :O :^) ... mas animado UHUUUUUUUUUUUUU..AWEWAEWAEAWEAW.. EAHEAUHIEAUHAEUHAEAE...

mas então..e no final, quem morreu? hein..rsrsrsr

mas olha, vc copeiou isso de algum lugar? pq msm não entendendo ta muittooo bom.. ^^ ... eu chego a pensar .. "será que a monique poderia chegar a tanto?" :O...

agora melhor para de fala q vo acaba me queimando.rsrsrs...

Robson Oliveira disse...

agora que eu ja li...
me diz soh uma coisa....
mas fala a verdade ta..
num me vem com enrolação..
onde eu acho esse mangá pra compra?:OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
pq vc num flw antes q era aquele mangá q vcs me deixaram lokos pra ver..hein ... :O...
vc tem ele num tem? EMPRESTA? kkkkkkk

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